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Risk & Awareness 14 February 2026 5 min read

Como surgem os problemas com RVS devido ao cloro?

O cloreto é o assassino silencioso do aço inoxidável. Mostramos por que motivo o A4-RVS, que dura indefinidamente na indústria, pode falhar numa piscina em apenas 5 anos.

Como surgem os problemas com RVS devido ao cloro?

Cloro versus cloreto — dois atacantes diferentes

Na linguagem corrente, 'cloro' e 'cloreto' são termos usados de forma intercambiável, mas para o seu material de fixação a diferença é crucial. O cloro (Cl₂) é o desinfetante que se doseia. O cloreto (Cl⁻) é o que resta na água — e esse é o verdadeiro atacante do seu RVS.

Quanto mais se doseia, mais cloreto se acumula na água e no ar acima dela. Em piscinas de uso intensivo, observamos concentrações de cloreto de 250-500 mg/l — muito acima do que o A2-RVS consegue suportar estruturalmente.

Os quatro mecanismos de falha causados pelo cloreto

  • Corrosão por picada: pequenos orifícios na superfície que penetram profundamente.
  • Corrosão em frestas: em frestas e sob vedações onde o oxigénio não chega.
  • Corrosão sob tensão: formação de fissuras sob tensão de tração (ver blog separado).
  • Corrosão galvânica: no contacto entre diferentes metais (RVS-aço-cobre).

Por que motivo 'A4' não é sinónimo de 'seguro'

Muitos instaladores assumem que o A4 (316/316L) é a solução. Na maioria dos ambientes industriais isso também é verdade — o A4 contém molibdénio e é, por isso, mais resistente aos cloretos. Mas numa piscina, nem mesmo o 316L é suficiente. Apenas a partir do 1.4529 (um RVS super-austenítico) se obtém uma margem de segurança fiável para décadas de condições de piscina.

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